o que ainda chamamos de escrever? No ensaio Distant Writing: Literary Production in the Age of Artificial Intelligence, Luciano Floridi propõe uma inversão poderosa: o autor deixa de ser o artesão que executa cada frase e passa a atuar como arquiteto do texto. A máquina escreve. O humano projeta, decide, seleciona. Trata-se de um pensamento inovador …
Vento em Setembro – Tony Bellotto
Li. Não gostei. Vida que segue. Vencedor do Prêmio Jabuti – Melhor Romance Literário (2025) Não consegui compreender, com clareza, qual foi o real propósito do livro. A leitura não me agregou, nem estética, nem emocional, nem intelectualmente. Tony Bellotto não é apenas guitarrista e compositor de sucesso, tampouco apenas o marido de Malu Mader. …
Venham e Juntem-se a Mim: juventude, sobrevivência e a dignidade de continuar inteira
Em Venham e Juntem-se a Mim, Maya Angelou dá continuidade ao projeto autobiográfico iniciado em Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola. Mas este segundo volume não é apenas uma sequência narrativa. É, sobretudo, um livro sobre juventude sem rede de apoio, maternidade precoce e o esforço cotidiano de navegar pela vida quando o objetivo …
Arroz de Palma — família, memória e o trabalho silencioso de permanecer
Poucos romances conseguem falar de família sem cair na idealização fácil ou na amargura definitiva. Arroz de Palma, de Francisco Azevedo, lançado em 2008, é um desses livros raros. Com uma escrita sensível, o autor constrói uma narrativa sobre pertencimento, memória, passagem do tempo e finitude. A história começa com Antonio, nosso narrador, ainda menino, encantado pelas …




